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Projetos fantasmagóricos!

Written by on 30/12/2022

Sempre fiel ao propósito de cercar-se das mais diversas inteligências e talentos de diferentes áreas de conhecimento como estratégia fundamental para nos consolidarmos como uma plataforma de reconhecida excelência, sempre apostamos na lógica de tratar em termos equivalentes dois ambientes aparentemente antagônicos e de aparente status diferentes, mas que, ao longo do processo, cada vez mais nos trouxe a certeza de que, além de igualmente estratégicos, em lugar do risco de comprometer todo projeto a partir de impasses irreconciliáveis, deu-se o oposto. Foi exatamente a partir desse nosso primeiro movimento de convergência experimental posto em prática de fato – em lugar de apenas servir à algum tipo qualquer de discurso corporativo de superfície – que em razão dos resultados alcançados, podemos dizer agora por plena convicção de que a plataforma de Boradocast Gohst só atingiu esse status de inovação devido a dois fatores:

O primeiro deve-se a capacidade de desenvolver novos modelos de negócios, sempre alinhados à nova realidade do mercado e nunca deixando escapar de vista a verdadeira revolução que a pandemia causou na maneira das grandes marcas se comunicarem com seu público, que a partir de um novo ativo até então de significado subjetivo chamado “empatia”, acabou por ressignificar o termo “público” – cada vez mais em desuso –  para então construir um novo tipo de relacionamento baseado essencialmente no conceito de parceria, em lugar de apenas meros clientes. E é exatamente dessa maneira que sempre procuramos nos relacionar com as marcas que apostaram em nosso modelo de negócios: como parceiros.

A outra foi a de jamais retroceder em nossa essência disruptiva, inovadora, ousada, e provocativa – talvez em resposta a um certo tipo de temperamento coletivo negativista que costuma nos impregnar sempre com a ideia de que qualquer nova ideia que escape ao convencional, já se acabe determinada ao fracasso, mesmo antes de sequer dar-se ao direito de experimentar do amargo gosto do fracasso.

Pois foi exatamente a partir dessa necessidade de desafiar o senso comum que a Ghost – cuja ironia de seu significado à época passou desapercebida, mas que devido a nossa trajetória de sucesso até o momento, acreditamos que já se faz mais do que necessário afirmarmos aos incrédulos a verdadeira realidade dos fatos: Fantasmas realmente existem. E não são poucos. Pelo menos 1 milhões e meio deles estão neste exato momento vagando entre nós. Muitos deles provavelmente a bordo de suas Mercedes ou balançando o esqueleto – mesmo que por “esqueleto”, entenda-se apenas como figura de linguagem.

De modo que, nada mais justo do que anunciar como primeira atração de 2023 do Na Balada agora em novo endereço e em parceria com a Gohst, O´Vallenger Pub e apoio da Savarauto, uma atração que vem para consolidar de vez o evento como referência no calendário da cena musical de Passo Fundo: a Alma Penada mais preza, aclamada e querida pelos milhares de apreciadores não apenas do rock gaúcho, mas dos seus diversos gêneros musicais produzidos por aqui. Lançado nacionalmente à fama como vocalista da banda Bidê ou Balde, quando suas composições o elevaram ao patamar de um fabricador compulsivo de hits como Melissa, Microondas, Bromélias e Mesmo que Mude, é com sincero orgulho e satisfação que entregamos nosso palco para não apenas um dos maiores artistas do Brasil, mas sem a menor dúvida de que um dos maiores showman do país: Carlinhos Carneiro.

Entretanto, àqueles que o sabem tão somente por sua projeção como líder da Bidê ou Balde, se faz necessário explicar em melhores detalhes quem de fato é (ou são) Carlinhos Carneiro, e por qual motivo é necessário precaver aos Carneiros de primeira viagem de tudo aquilo que se deve esperar assim que vê-lo surgir ao palco pela primeira vez.

De início, que se você espera apenas mais um roqueiro tocando por modos burocráticos alguns clássicos de sua banda mais popular, sinta-se pronto a experimentar o que de fato difere o que se define por show do que se entende por espetáculo.

Sobretudo porque há tempos Carlinhos já não se coloca mais em seu ainda hoje consagrado lugar de vocalista de banda.

Desde quando resolveu lançar mão de uma promissora carreira de sucesso nacional no centro do país para retornar a Porto Alegre, a pretexto tão somente da saudade dos amigos e de retomar seu espírito livre, criativo e compulsivamente produtivo, até então asfixiado pela perspectiva de passar o resto de sua carreira cantando seus primeiros clássicos para sempre, Carlinhos deixou de ser apenas um diminutivo de Carlos para se transformar em diversos Carlos, no plural,

Não à toa que Carlinhos hoje ocupe o justo e merecido lugar de uma das principais referências em se tratando de qualidade e qualidade de produção artística do Rio Grande do Sul, estado cuja cena cultural já viveu tempos muito mais promissores. Pois tenha por precavido de que duas coisas são certas: a de que em poucos minutos sua performance irá deixá-lo em estado que geralmente varia do perplexo ao catártico. Outro detalhe que se faz necessário deixar claro é que, seja lá qual for o Carlinhos que irá subir ao palco, trata-se apenas de uma de suas múltiplas personalidades artísticas, que vão além de jornalista, “fanziner”, apresentador de TV, escritor, Diretor de videoclipes, dramaturgo ou produtor de bandas (quase sempre sem qualquer contrapartida além de sua generosidade e entusiasmo com o talento alheio), mas que sobretudo idealizador de projetos como o bloco Império da Lã, cujo prestigio e admiração pode ser dimensionado pelo fato de reunir em um único palco talentos como a cantora Adriana Deffenti, o baterista e vocalista Rodrigo Fischmman, da badalada banda Dingo Bells, Pedro Petracco, dos Cartolas, e herdeiro do talento do multi-instrumentista Márcio Petracco, um dos decanos do rock gaúcho, com passagem por bandas como TNT e Tenente Cascavel, além de outros tantos talentos, ora de passagem, outras não querendo mais ir embora, Assim como poderia ser o Carlinhos Carneiro romântico, à frente de seu outro projeto paralelo batizado de “Só Amor”, trio onde performa apenas repertório de clássicos que tocam fundo aos apaixonados, tendo ao lado seu amigo Flu, aclamado ex-baterista da lendária banda DeFalla, além de seu irmão afetivo de quase uma vida e empresário Chico Bretanha. Assim como tanto bem poderia surgir o Carlinhos Carneiro em sua versão Bife Simples e os Carabala, projeto paralelo aos outros dois anteriores, o qual costuma extravasar sua personalidade mais idiossincrática, improvisando letras ao vivo e na hora, ao tempo que sempre alcançado pela excelência musical da banda O Carabala. Ou mesmo então em outro projeto de explícito propósito comercial, nominado por Trinca do Rock, o qual dessa vez reparte o palco com mais outro nome considerado decano do rock/RS.  Alemão Ronaldo, egresso das cultuadas Taranatiriça e Bandalier. Fecha a trica o improvável comunicador e dublê de cantor Everton Cunha, mais conhecido pela alcunha de Mister Pi, projeto cujo repertório é restrito apenas a hits do rock estadual.

E provavelmente seja esse o melhor exemplo que divisa o artista que se permite deformar sua essência pelo legítimo propósito da fama, do artista cujo significado de fama está essencialmente debruçado em ser dono de seu próprio espólio criativo sem receio de experimentar tudo que sentir necessidade, mesmo que para isso demande idealizar e produzir quatro projetos diferentes simultaneamente.

Disso tudo é que melhor se entende Carlinhos Carneiro em sua real natureza e motivo pelo qual a Ghost faz tanto gosto em ressalta-lo: Ao ter conquistado o lugar mais difícil de se alcançar e mais fácil de se deixar deslumbrar no showbiz nacional por ser elevado ao posto de líder de uma banda em acelerada ascensão, para em seguinte abdicar de tudo isso e decidir pelo regresso ao seu lugar em que sempre existiu, decisão provavelmente estranha a alguns, mas extremamente alinhada aos termos em que nós, da Ghost, mais valorizamos: a coragem de desviar da zona de conforto e só parar à beira do precipício, que é quando o cruzamento de informações objetivas e técnicas com alguma ideia de princípio mirabolante redunda em aquilo que de primeiro pode parecer apenas um breve episódio de delírio coletivo, mas que em seguinte ao exercício exaustivo de transformar intuição em possibilidade real de se avançar por soluções inovadoras, não se sobra escolha senão saltar e seguir saltando sempre que for o caso – já que, se temos de nos conformar que é impossível atravessar a vida sem nenhuma queda, melhor ser lembrado como o trapezista que despencou do espaço depois de uma cambalhota perfeita em pleno vazio, do que como aquele que simplesmente acabou tropeçando nos próprios cadarços. E disso se fez invariavelmente a certeza de que Carlinhos é a assombração que melhor consegue se identificar com nossa marca, assim como a ele também serve a convicção de que somos o lugar onde ele melhor pode extravasar seus múltiplos talentos.

A única coisa que se pode garantir é que o encontro de Carlinhos Carneiro e a Plataforma de Boradcast Ghost será, no mínimo, um assombro,

Sobretudo se você acredita que o código 054 seja apenas um prefixo em sua agenda de contatos.

Um texto de Fernando de Castro.


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