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Os rumores por trás de “Rumours”

Written by on 28/02/2022

Álbum da banda britânica Fleetwood Mac completa 45 anos e foi marcado por desavenças amorosas entre os cinco integrantes.

A banda britânica Fleetwood Mac surgiu em Londres em 1967 e foi fundada pelo baterista Mick Fleetwood e pelos guitarristas Peter Green e Jeremy Spencer. Na época, chamava-se apenas Fleetwood. Com a entrada do baixista John McVie, a banda foi batizada oficialmente de Fleetwood Mac.

Em 1970, John McVie casou-se com a cantora Christine Perfect que, após o casamento, passou a se chamar Christine McVie e juntou-se à banda. Ao longo dos anos, muitos guitarristas entraram e saíram do Fleetwood Mac. Contudo, a grandiosidade do grupo veio com a chegada do duo de folk Buckingham Nicks, formado por Lindsey Buckingham e Stevie Nicks, então namorados.

Line-up de ouro do Fleetwood Mac com os dois (ex)casais e o Mick Fleetwood.

Em três meses, a nova e mais popular formação da banda gravou o álbum “Fleetwood Mac”, lançado em 1975, que se destacou com os hits RhiannonCrystal e LandslidePouco mais de um ano de lançamento do disco, depois de uma turnê intensa e nada luxuosa, a banda emplacou outros dois singles, Over My Head e Say You Love Me, além de colocar o álbum no topo das paradas dos Estados Unidos.

Durante a turnê de lançamento do álbum Fleetwood Mac, a banda viveu o clichê “sexo, drogas e rock’n’roll”, o que agravou as tensões entre os dois casais do grupo. Resultado: cada um para o seu lado.

Em 1976, Mick Fleetwood reuniu todos os integrantes para gravar o álbum subsequente em Sausalito, San Francisco/Califórnia, no estúdio The Record Plant. Nesse meio tempo, a tecladista, compositora e também vocalista Christine McVie tinha começado a namorar Curry Grant, o diretor de iluminação da turnê. Ou seja, pensa você estar em um estúdio com o seu ex pegando o seu atual. Mó climão, né?! E esse era o clima de gravação de “Rumours”.

E, claro, Mick Fleetwood não podia ficar de fora do caos, certo? Então, nesse período, ele também entrou num processo de divórcio — S.O.S!

Como o clima entre os integrantes da banda estava pesadíssimo, meio que ninguém se falava direito. E o que acontece quando as pessoas não se comunicam? Elas extravasam seus sentimentos de outra forma. No caso do Fleetwood Mac, foi por meio das letras das músicas.

A banda enfrentou seu próprio caos romântico na obra-prima de 1977, com perguntas difícies que ressoam até os dias de hoje.

A faixa que abre o álbum “Rumours”, chamada Second Hand News, foi escrita pelo Lindsey Buckingham para a Stevie Nicks, onde ele basicamente fala que não vai sentir falta dela quando ela for embora (“One thing I think you should know / I ain’t gonna miss you when you go”). Em resposta, Stevie Nicks escreve Dreams, uma das músicas de maior sucesso da banda. Nicks comenta que o Lindsey quer a liberdade dele de volta e pergunta “Well, who am I to keep you down?” (“quem sou eu para te segurar?”, toma essa bebê!). Agora imagina essa situação dentro do estúdio. Tensooo! Hahaha.

Para deixar ainda mais agradável o clima, a Christine McVie fez uma música para o seu novo affair, You Make Loving Fun, na qual ela fala que Curry Grant torna o amor divertido. Pensa o John McVie, ex-marido da Christine, tocando essa no baixo. Para amenizar a dor de John, Christine escreveu Don’t Stop, onde ela fala para ele seguir em frente e pensar no amanhã. Ela também escreveu Oh Daddy, em homenagem ao Mick Fleetwood, que, nessa época de turbulências da banda, foi meio que um “paizão” para todos os integrantes do Fleetwood Mac.

O Lindsey também escreveu Go Your Own Way (“segue o seu rumo”) para a Stevie e ela retrucou com I Don’t Wanna Know (basicamente um “fica bem e tchau”). E ainda, o álbum tem a música The Chain, onde todos da banda cantam, e que versa sobre essa “corrente” que não pode ser quebrada, mesmo com todos os términos e conflitos que o quinteto enfrentou. Bota profissionalismo nisso, né?! Top demais!

“E se você não me ama agora / Você nunca vai me amar novamente / Eu ainda posso ouvir você dizendo / Você nunca quebraria a corrente (nunca quebraria a corrente)”


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